Metrô de BH terá novo valor na próxima semana e bilhete chegará a R$ 4,25; entenda

Por BHAZ

A tarifa do metrô de Belo Horizonte será reajustada em seis vezes e chegará a custar R$ 4,25 a partir de março do próximo ano. Na próxima semana, quem utilizar o metrô precisará desembolsar R$ 2,40 para adquirir o bilhete. A decisão foi tomada em uma audiência de conciliação realizada, nessa quarta-feira (24), na 15ª Vara da Justiça Federal de Minas Gerais. A passagem atual custa R$ 1,80.

O encontro ocorreu após o desembargador Carlos Moreira Alves, presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) de Brasília, derrubar a liminar que impedia o reajuste de 88% no valor da tarifa. Para o magistrado, o não reajuste comprometeria a prestação do serviço por parte da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), visto os problemas financeiros enfrentados pela empresa.

Em conversa com o BHAZ, Lilian Salgado, presidente do Instituto Defesa Coletiva (IDC), disse que o objetivo da audiência foi “minimizar o impacto do reajuste no bolso do cidadão”. “A CBTU desejava aplicar o reajuste de forma imediata, acrescendo o que aconteceria em 2018. Com isso, o valor da tarifa chegaria a R$ 4,25. Esse acordo teve como objetivo escalonar o reajuste para que o cidadão possa se preparar”, disse.

Novos valores do metrô

Durante o encontro, Lilian informou que a CBTU apresentou estudos econômicos afirmando que a tarifa não sofria reajuste há 13 anos. Após as tratativas foram definidas as datas para que os reajustes aconteçam:

  • Maio de 2019 – de R$ 1,80 para R$ 2,40
  • Julho de 2019 – de R$ 2,40 para R$ 2,90
  • Setembro de 2019 – de R$ 2,90 para R$ 3,40
  • Novembro de 2019 – de R$ 3,40 para R$ 3,70
  • Janeiro de 2020 – de R$ 3,70 para R$ 4
  • Março de 2020 – de R$ 4 para R$ 4,25

No documento, que estabeleceu as novos preços do metrô, foi determinado que a CBTU precisará investir R$ 2 milhões em projetos voltados para as áreas de mobilidade urbana, meio ambiente e sustentabilidade. Os investimentos precisam ser realizados até dezembro de 2020.

Para a CBTU, o reajuste é necessário, diante do “congelamento de tarifas e aumento de custos operacionais e manutenção”. O BHAZ procurou a companhia para falar sobre o escalonamento, mas não teve as ligações atendidas.

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