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“REFLEXÃO” com WALTER CARVALHO.

REFLEXÃO

Se eu perguntar qual a profissão que não existe aposentadoria?

Imagine alguém só se livrar de um compromisso com a morte! Pois bem, estamos falando de um mesmo individuo.

Nessa profissão, quem se sujeita a ela, não esta sobre a égide, ou proteção dos direitos humanos, mas tem o poder dever de preservar os Direitos Humanos de qualquer cidadão.

Juramos defender a sociedade com o sacrifício da própria vida. Bom quem faz este juramento é os militares.

É deles que estamos falando, vamos voltar ao primeiro ponto; não aposentam! Não, assim como um jogador de futebol, vão para reserva, no caso em que estamos tratando o Militar aos 30 anos de serviços prestados, passam para reserva, podendo ser convocados até os 60 anos de idade.

Depois dos 60 anos de idade reformam, mas continuam tendo obrigação de trabalhar, caso não atuem quando acionados pela sociedade, podem ser criminalmente penalizados por omissão.

No caso de omissão se condenados porque, estavam alegaram estar na reserva, ou reformados quando chamados para intervir em uma ocorrência, deixando de faze lo.

Estes podem perder o posto, ou graduação, deixando de ser Militar e passando a ser funcionário civil, com condenação e penalização pelo poder judiciário.

O juramento, do Militar encerra se quando o esse desce ao tumulo, com a morte. Também comentei ao início sobre não possui Direitos Humanos para o Militar, vou explicar:

O Militar da ativa em caso de denúncia contra ele, esse, antes da apuração é transferido, com a justificativa de necessidade do serviço, isso é recorrente em nosso meio.

Se atuar e em razão da atuação houver um crime, mesmo com as excludentes de ilicitudes, tem de provar seu estado de inocência, é recolhido preso aos quarteis.

Nesse caso fica impedido a sequer participar dos concurso internos na instituição e a Ascenção a carreira, ou seja, fica impedido de ser promovido.

Com isto fere se o Principio constitucional, da Presunção de Inocência e o Pacto de São José da Costa Rica, dos Direitos Humanos, onde em seu artigo 8°, 2, esta descrito que:

No artigo 5° inciso LVll da constituição Federal de 1988, esta escrito: “Ninguém será considerado culpado antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória”.

Artigo 8° inciso 2, Pacto de São José da Costa Rica, “toda pessoa acusada de um delito tem o direito que se presuma inocente enquanto não se comprove legalmente sua culpa”.

Não se respeita o estado de inocência, dos Militares, a pena ultrapassa a pessoa do ofendido, filhos mudam de escola em razão da transferência do pai, Militar, esposas trocam de emprego, para acompanhar o marido na transferência.

Pois bem, antes da apuração, somos transferidos, e perdemos o direito a Ascenção a carreira. Caso não se prove nada, o Militar já foi punido. No entanto, não existem direitos humanos para Militares.

Existe o poder dever em preservar os Direitos Humanos do nosso cliente, o cidadão, mesmo que ele não se aplique aos Militares.

Justiça, é a única coisa que pedimos, em outros países, com cultura diferente, Militares são tratados como Militares, o povo que valoriza e respeita os esses tem seus Direitos Humanos defendidos por estes com o sacrifício da própria vida.

Lembrem só a morte nos separa dessa obrigação, aposentadoria nunca, somos defensores eternos da paz social.

No livro, Dos Delitos e das Penas de Cesare Beccaria, esse relata que “a pena não pode ultrapassar a pessoa do condenado”.

Quando o filho do Militar em razão de uma apuração que as provas ainda não foram produzidas, ou contraditadas, tem de mudar de escola para acompanhar um pai, Militar transferido a 100 km de casa, estamos voltando ao período inquisitorial.

Isso ocorre todos os dias, ensine seu filho a fazer continência a esses guerreiros que se doam, e nos momentos difíceis, se colocam como escudo para que você possa estar em segurança.

WALTER CARVALHO, 2° SGT PM DIRETOR PRESIDENTE DA CUME.

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