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Nota de Pesar e Indignação

  • Foto do escritor: Equipe de Comunicação CUME
    Equipe de Comunicação CUME
  • 11 de set. de 2025
  • 2 min de leitura


Nota de Pesar e Indignação


Em nome de todos os diretores da CUME, expressamos nossa profunda dor e indignação diante da perda irreparável de nosso irmão de farda, 2º Sgt QPR Wellington Marshal de Almeida, brutalmente assassinado na manhã desta quinta-feira, em Belo Horizonte.


Foi um ato covarde, cruel, que ceifou a vida de um homem que dedicou mais de trinta anos de sua existência ao serviço público, defendendo a sociedade mesmo às custas de sacrificar seu tempo junto à família. Uma execução que não deu chance de defesa e que expõe, mais uma vez, a vulnerabilidade de quem deveria estar em paz após uma vida inteira de entrega e coragem.


Nos corta o coração reconhecer que a fragilidade do nosso irmão nasceu da necessidade de buscar, já no fim da carreira, um serviço extra para complementar a renda, fruto da grave defasagem salarial que enfrentamos. Há mais de sete anos não se fala sequer em recomposição das perdas inflacionárias. Não pedimos privilégios, exigimos respeito: a recomposição justa para quem diariamente coloca a vida em risco.


E a pergunta que ecoa entre nós, sufocada pela dor, é: até quando veremos nossos irmãos tombando em momentos que deveriam ser de descanso e convívio familiar? Até quando teremos que arriscar nossas vidas além do dever, apenas para sobreviver com dignidade?

Não é justo que, após trinta anos de sacrifício e dedicação, um policial precise buscar sustento em trabalhos paralelos, expondo-se ao perigo, quando deveria estar usufruindo de um merecido descanso ao lado de sua família.


À família e aos amigos do nosso irmão Wellington, manifestamos nosso mais profundo sentimento de solidariedade e pesar. Rogamos a Deus que conforte seus corações neste momento de dor e que acolha nosso companheiro em Sua infinita misericórdia.


E aqui deixamos também nosso grito de revolta e reivindicação: não aceitaremos mais silêncio diante da desvalorização que mata nossos irmãos de farda dentro e fora do serviço. Justiça, respeito e dignidade não podem mais ser adiados.

 

 

Atenciosamente,

Major PM QOR Ataíde Fernandes de Almeida

Presidente da CUME

 
 
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